sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Expointer 2011 – Criação de abelhas nativas sem ferrão é destaque no Caminhos da Integração


A criação de abelhas nativas sem ferrão, chamada de meliponicultura, é uma das atrações do espaço Caminhos da Integração, organizado entre Emater/RS-Ascar e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na 34ª Expointer.
Os visitantes poderão conhecer no local diversas espécies de abelhas nativas sem ferrão, como a jataí, mirim guaçu e tubuna - mais indicadas para a produção de mel – e também a guaraipo, manduri e mandaçaia, mais utilizadas para a venda dos enxames. Conforme a extensionista da Emater/RS-Ascar de Bom Retiro do Sul, Luciane de Armas, o objetivo da parcela é mostrar para o público a importância da preservação destas espécies e a atividade como uma alternativa de renda para os produtores. No local, os técnicos da Emater/RS-Ascar orientam os interessados sobre manejo, identificação das espécies mais comuns, captura de enxames através de iscas e modelos de colmeias.
Luciane destaca que as abelhas nativas sem ferrão exercem um papel importante na preservação da biodiversidade da flora. “São essenciais (as abelhas) para a continuidade das espécies, devido ao trabalho de polinização realizado por elas”, afirma. A extensionista da Emater/RS também ressalta que as meliponídeas podem ser inseridas no projeto de ornamentação e embelezamento das propriedades.
Quanto à captura dos enxames, Luciane ressalta que os produtores devem ter cuidados com a preservação do meio ambiente. “O ideal é que se retire o enxame de árvores mortas ou através de iscas”, afirma, ao explicar que muitos criadores derrubam árvores para ter acesso aos ninhos, que geralmente são estabelecidos em ocos de árvores, fendas de rochas, cavidades no solo ou em ninhos abandonados de formigas e cupins.
Conforme Luciane, as abelhas sem ferrão são de fácil manejo e proporcionam ao produtor uma boa alternativa de renda. Apesar de o rendimento por caixa ser menor – cerca de 700g a 2kg por ano, dependendo da espécie – em comparação às abelhas com ferrão, o valor do mel produzido pelas espécies sem ferrão é oito a dez vezes superior ao mel comum.
Além da meliponicultura, o Caminhos da Integração também mostra uma maquete-modelo de uma Casa de Mel. O público poderá participar também de uma pesquisa de preferência realizada pela UFRGS, que promove a degustação de méis de floradas não tão comuns, como angico, aroeira e quitoco.
A 34ª Expointer prossegue até o dia 04 de setembro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
Fonte: EMATER

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