sábado, 21 de janeiro de 2012

Vídeo de Divulgação - Meliponicultura - Embrapa Amazônia Oriental


A meliponicultura é a criação de abelhas indígenas sem ferrão, chamadas pela ciência de meliponíferos. A Embrapa Amazônia Oriental desenvolve pesquisas para a criação racional e reprodução dessas abelhas, integração da atividade à paisagem florestal e aproveitamento agroindustrial dos produtos obtidos a partir dessa atividade. Este vídeo apresenta as abelhas mais comuns na região amazônica, como realizar a criação racional e os benefícios sociais e ambientais da atividade.



Página Embrapa Amazonia Oriental: http://www.cpatu.embrapa.br/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Descoberta de abelha soldado repercute na comunidade científica (11/01/2012)

A descoberta de uma casta morfológica de "soldados" em população de abelhas foi anunciada na edição desta semana (datada de 10/1) do Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), um dos mais citados e prestigiados periódicos científicos do mundo. O artigo é de autoria de Cristiano Menezes, desde 2011 pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém,PA), e de colaboradores da Universidade de São Paulo e Universidade de Sussex, da Inglaterra.

Abelhas forrageira (Esquerda) e soldado (Direita)
Foto de Cristiano Menezes


É a primeira vez que uma abelha soldado é descrita. "Tem características físicas apropriadas à defesa do ninho. Já se conhecia casta morfológica para soldados entre insetos, mas apenas em algumas espécies de formigas e de cupins, em abelhas ainda não”, contextualiza o pesquisador.
A descoberta ocorreu em 2009, em população de abelhas sem ferrão jataí, quando Menezes era doutorando da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em Ribeirão Preto (SP) e durante uma das visitas ao Brasil de Francis Ratnieks, pesquisador da Universidade de Sussex, em viagem então financiada pela Fapesp.
Menezes conta que o projeto (desenvolvido em área cedida pelo cientista e professor Paulo Nogueira Neto), consistia inicialmente em comparar as abelhas guardas que sobrevoam o ninho de jataís às que ficam paradas junto à entrada. Ao observar que as abelhas guardas eram maiores que as abelhas forrageiras (que saem do ninho para buscar alimento), ele passou a coletar e a medir abelhas de diferentes ninhos. "Verificamos - eu e Christoph Grüter, pós-doutorando do grupo da Universidade de Sussex - que estávamos à frente do primeiro caso de uma casta de soldados nas abelhas sociais", relata.
A análise estatística minuciosa e os experimentos realizados demonstraram que há uma casta de soldados nas abelhas jataís. Analisando os favos de cria, os autores verificaram que 1% das abelhas operárias produzidas na colônia são guardas. "O significado atribuído a esta casta de soldados foi a defesa contra a invasão do ninho por abelhas ladras do gênero Lestrimelitta, que, por não coletarem alimento nas flores, vivem do saque de alimento de outros ninhos", explica o pesquisador.

Muito menores abelhas Jataí soldado prende-se
as asas das abelhas ladras


Os cientistas também concluíram que as abelhas guardas jataí são 30% mais pesadas do que as forrageiras e têm morfologia ligeiramente diferente, com pernas maiores e cabeça menor. "As guardas jataí ficam paradas sobre o tubo de entrada ou sobrevoando ao redor da colônia, onde promovem a defesa do ninho contra abelhas ladras (Lestrimelitta limão). Quanto maior é a abelha guarda, mais eficiente ela é na defesa da colônia", descreve Menezes.
Para o chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Claudio José Reis de Carvalho, o trabalho trata-se de um excelente resultado científico, referente a um dos eixos da missão da instituição de pesquisa que é o de gerar conhecimento sobre a biodiversidade e o capital natural da Amazônia visando seu posterior uso racional e/ou produção de serviços ambientais. "Quanto mais conhecermos sobre esses animais, mais perto estaremos de desenvolver tecnologias úteis à agricultura tais como a geração de insetos voltados à polinização de espécies de plantas nativas da Amazônia ou mesmo de alguma planta cultivada exótica que puder se beneficiar disso, a exemplo do que já ocorre em outros paises", avalia Carvalho.
Entrada do Ninho das Abelhas Jataís com suas Abelhas Guardas




domingo, 15 de janeiro de 2012

Alta Floresta inicia criação de meliponíneas como alternativa de renda


Fabio Bonadeu/Projeto Olhos D´Água da Amazônia/Prefeitura de Alta Floresta
Está sendo trabalhado em Alta Floresta o fortalecimento da agricultura familiar. Mais de 1.500 famílias estão sendo atendidas, ou seja, mais de 4.500 pessoas sendo apoiadas por iniciativas da Administração Municipal de Alta Floresta. Implantação dos SAFs, CAR e Georreferenciamento, manejo de pastagens, são algumas ações. Esses serviços são desenvolvidos pelos técnicos do Projeto Olhos D´Água da Amazônia e estão servindo de norteador das políticas públicas ambientais do município.
Também como forma de fomentar e contribuir para a consolidação desta nova metodologia de trabalho, está sendo implantada em Alta Floresta, a Meliponicultura, que é a criação das abelhas sem ferrão da Amazônia. Através do trabalho com os meliponíneos (nome científico da espécie), os proprietários rurais terão a possibilidade de incrementar sua renda, sem contar que esta espécie de abelha tem alto poder de polinização.
A chácara Esteio, de propriedade do senhor Ércio Luedke, está sendo o berço dos meliponíneos em Alta Floresta. Ele explica que este trabalho servirá para abrir novas oportunidades econômicas. “Com este trabalho vou ampliar a diversificação das atividades da minha propriedade. Essa atividade pode ser um diferencial. Estou dando minha contribuição para Alta Floresta”, explica.
Para o produtor, a implantação da meliponicultura servirá também como ferramenta social no combate ao êxodo rural. “Esta é uma oportunidade para o fortalecimento das famílias. Todos da casa podem ajudar”. Hoje o produtor tem como principais atividades a fruticultura, piscicultura, gado de leite, suinocultura e avicultura, mas acredita no potencial desta nova criação. “Estou iniciando esta atividade. No futuro espero que esta seja uma das principais fontes de renda”, exemplifica o produtor visivelmente empolgado.
“O cultivo das abelhas sem ferrão da Amazônia embora ainda seja uma atividade embrionária em Alta Floresta, possui características que já lhe credenciam. Seu mel tem consistência e fluidez muito características, que chega a ser ralo, lembrando os licores. Outra peculiaridade é que as meliponíneos adicionam enzimas salivares, que dão um toque de acidez ao mel, suavizando o seu sabor”, argumenta o Gestor do Programa de Meliponicultura Vale do Teles Pires, Fernando Oliveira.
Além das características já citadas acima, as abelhas também apresentam outro fator. “As abelhas sem ferrão desidratam menos. O que deixa mais unido o mel, ou seja, o perfume da flor não volatiliza. Ele não dispersa, com isso torna-se um mel muito saboroso para beber”. Oliveira já trabalha com a espécie há vários anos na região amazônica.
Assim como o senhor Ércio, Fernando também se mostra muito otimista com o projeto que está sendo desenvolvido em parceria com a Administração Municipal. “Será um grande desafio. Hoje contamos com 10 colméias matrizes. Ao final de 24 meses queremos multiplicar em 250. A cada ano estaríamos gerando 500 novas colméias para subsidiar a produção de mel proveniente do meliponário matriz”.
A implantação do cultivo das abelhas sem ferrão em Alta Floresta tem dois objetivos principais: manutenção da floresta que está sendo replantada e oferecer esta nova possibilidade de acrescentar renda aos produtores rurais, através da venda do mel produzido. O sistema melipônico que está chegando a Alta Floresta é de polinização dirigida.
Vale ressaltar que as abelhas não oferecem nenhum tipo de risco. São abelhas dóceis. É possível até criar no quintal de casa. Além de produzir mel, são abelhas que realizam um “balé” espetacular. Oliveira elogia o esforço da secretária Irene Duarte. “A Irene está tratando de uma forma muito profissional este trabalho de recuperação das áreas de preservação e recuperação das APPs”.
Fernando se lembra de um fator importante. “As meliponíneos são as principais agentes polinizadores das florestas. Estudos comprovam que se você retirar todas as abelhas sem ferrão de uma área, é comprovado que 14% de espécies de árvores desapareceriam em cinco gerações. Se você trabalha com reflorestamento e não se preocupa com a polinização, significa que as árvores irão crescer, entretanto, em um determinado momento elas irão morrer pelo fato de não ter este trabalho de polinização”.
A secretária de Meio Ambiente, Irene Duarte agradece o envolvimento de todos neste processo de preservação dos recursos naturais. “Conseguimos realizar uma força tarefa em Alta Floresta. Com este trabalho está sendo possível mobilizar a agricultura familiar. Nós escrevemos este projeto para auxiliar os pequenos produtores, para que assim, podessemos caminhar rumo ao desenvolvimento sustentável”.
Esta nova alternativa vem para fortalecer o desenvolvimento econômico, ambiental e social. “Vamos trabalhar para consolidar esta nova alternativa de renda. Trabalhamos diariamente no sentido de transformar Alta Floresta em um município verde”, conforme já citado anteriormente, com a conquista deste “selo” de município verde, Alta Floresta terá maior segurança jurídica, credibilidade e acesso as linhas de crédito.
Irene comenta a relevância da meliponicultura. “Este trabalho vem dentro do fortalecimento das cadeias produtivas. Estamos em uma fase de transição da economia. De um modelo de desmatamento para uma economia sustentável. É possível viver na Amazônia de uma forma inteligente. Esta ação é uma conseqüência deste trabalho de fortalecimento das cadeias produtivas, em especial do mel”.

domingo, 27 de novembro de 2011

Minhas Uruçus Amarelas coletando barro e resina



Para quem gosta de ASF, qualquer momento é muito significativo, por isso, estou compartilhando essas imagens e vídeo de minhas uruçus amarelas que comprei do amigo Luiz Fernando (São José dos Campos), que comercializa enxames de qualidade, e que após a rega das plantas decidiram coletar a terra úmida pelo dreno do vaso.





Emater vai organizar agricultores na criação de abelhas sem ferrão


O V Seminário Paranaense de Meliponicultura, realizado em Curitiba nesta sexta-feira (25), contou com a participação de cerca de 250 pessoas, entre produtores rurais, estudantes e técnicos, que lotaram o auditório do Instituto Emater em Curitiba.
A Meliponicultura é a criação de abelhas sem ferrão e essa adesão mostra que os produtores estão acreditando nas potencialidades da atividade para exploração de desenvolvimento sustentável na propriedade, disse o presidente da Associação Paranaense de Apicultores, Sebastião Ramos Gonzaga.
O presidente da Emater-PR, Rubens Niederheitmann, que abriu o evento, disse que a empresa, vinculada à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, vai dar mais atenção à meliponicultura, com o deslocamento de extensionistas para auxiliar na organização dos produtores. “O governo do Estado já autorizou a realização de concurso público para os quadros da Emater, e a difusão de tecnologia através da assistência técnica é fundamental para o fortalecimento dessa cadeia produtiva”, afirmou.
Segundo Niederheitmann, o Estado será um facilitador para estruturar essa cadeia produtiva, que depende de organização dos produtores e de troca de experiências como está ocorrendo com esse seminário promovido anualmente pela Secretaria e pela Emater.
Além de produtores do estado do Paraná, estavam presentes produtores dos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O presidente da Confederação Brasileira de Apicultura, José Gumercindo da Cunha, também participou do evento. Todos estavam interessados nos debates e palestras para aperfeiçoar os conhecimentos sobre a meliponicultura.
Durante o seminário, o biólogo, professor e estudioso da meliponicultura, Harold Brand, de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, estava expondo os vários tipos de própolis extraídos das abelhas nativas sem ferrão como a Jataí e Mandaçaia e do gênero Apis. Segundo ele, existem 13 tipos diferentes de própolis no País, sendo cinco deles extraídos exclusivamente no Paraná
“Em toda a Europa, existem somente três tipos de Própolis”, comparou, atribuindo esse privilégio à diversidade de plantas e ecossistemas no País. De cinco tipos de própolis extraídos das abelhas do gênero Apis, dois deles de coloração verde e vermelha não fica por aqui. Toda a produção, que é bastante limitada é exportada para o Japão.
É exatamente esse potencial que está atraindo mais produtores para a atividade, embora poucos tenham consciência da utilidade das abelhas sem ferrão como agentes polinizadores das florestas e cultivos agrícolas.
De acordo com o especialista Helio Cunha, do Ministério do Meio Ambiente, a prática da meliponicultura tem relação direta com uma produção agrícola de melhor qualidade, com mais sementes e frutos que levam à segurança alimentar. Isso porque as abelhas sem ferrão fazem o papel de polinizadoras na produção agrícola, conectando diretamente os ecossistemas silvestres com os de produção agrícola, afirmou.
Segundo Cunha, cerca de 80% das espécies de plantas e flores são polinizadas por animais, especialmente os insetos, numa referência à potencialidade da meliponicultura para impulsionar a produção agrícola. “O que falta é mais conhecimento e conscientização. O nosso desafio é garantir políticas públicas adequadas para garantir essa polinização”, disse.
Cunha observou que a falta de capacitação e de disseminação do conhecimento leva a políticas inadequadas. “É importante para o agricultor manter áreas de vegetação natural para manter o processo de polinização que alavanca a produtividade e garante o desenvolvimento sustentável”, disse.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Teoria da formação do istmo através da descoberta da melípona insularis



Fotomontagem com abelha da espécie Melipona insularis; descoberta desta espécie de abelhas confirmou as novas teorias científicas que afirmam que o istmo surgiu e se juntou à América do Norte e do Sul há cerca de 22 milhões de anos, muito antes do que se pensava.
O istmo é uma junção de duas grandes extensões de terras cercadas por água de dois lados.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

5º Seminário Paranaense de Meliponicultura - 25 de novembro de 2011


5° Seminário Paranaense de Meliponicultura
“ Salvemos as abelhas nativas do Brasil ”
Apresentação:
A meliponicultura é a criação racional de abelhas sem ferrão (“elas não ferroam, o ferrão é atrofiado”), também denominadas abelhas indígenas (“manejadas por povos indígenas”) ou nativas (“originárias do Brasil”). As abelhas que apresentam hábitos sociais são classificadas dentro da subfamília Apinae com várias tribos. As que possuem hábitos sociais mais avançados pertencem a duas tribos distintas: Apini, que agrupa as abelhas do gênero Apis e Meliponini, que agrega as abelhas sem ferrão ou meliponíneos. A tribo meliponini é dividida em duas subtribos: Meliponina, que apresenta apenas um único gênero (Melípona) e Trigonini, que é constituída por vários gêneros.
Em 2007 e 2008, aconteceram o 1º e 2º Seminários Paranaense de Meliponicultura, em Curitiba (SEAB e Instituto Emater), sendo que o 3º foi realizado em Mandirituba (P.M de Mandirituba) e o 4º, em Matinhos (UFPR litoral). Nesse panorama e campo de desafios é que realiza-se o 5º Seminário Paranaense de Meliponicultura, em Curitiba, num esforço que dá continuidade a um ciclo de realização de um evento estadual sobre o tema, que visa contribuir para o desenvolvimento da meliponicultura e a conservação das abelhas nativas sem ferrão.
Objetivos do Seminário:
- Promover a aglutinação de meliponicultores, técnicos, pesquisadores e interessados na meliponicultura; - divulgar a importância das abelhas nativas e sensibilizar a sociedade a promover iniciativas, visando a sua preservação e conservação; - possibilitar o intercâmbio e a difusão de tecnologias e conhecimentos relacionados à meliponicultura; - contribuir para o estabelecimento de políticas públicas, voltadas ao desenvolvimento sustentável da meliponicultura; - possibilitar a capacitação e aumento da conscientização das comunidades rurais e urbanas, acerca da importância das abelhas sem ferrão como agentes polinizadores das florestas e cultivos agrícolas; - promover a popularização dos conhecimentos científicos para produtores rurais e comunidade em geral; - eleger a sede do VI Seminário Paranaense de Meliponicultura e debater sobre ações a serem desenvolvidas na Câmara Técnica de meliponicultura SEAB/CEDRAF.
Público Alvo:
O evento é aberto à participação de todos os interessados na meliponicultura: estudantes da mais várias áreas do conhecimento, técnicos e pesquisadores do setor público e privado, profissionais em geral, agricultores, ambientalistas, ecologistas e amantes da natureza. 

No link abaixo folder com programação do evento: